Há duas de mim: uma ama outra odeia.
Há três de mim: uma é bela, outra é feia. E a terceira?
A quarta tem manias e padrões.
A quinta é dançarina, poesia e leveza.
A sexta é inibida, envergonhada e tímida.
A sétima é sociável, amiga, família.
A oitava como uma nota musical: um intervalo.
A nona um abismo, uma escuridão.
A décima cogitada, desconhecida, inabitada.
Ainda assim há uma, uma única.

14 de maio de 2026
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